Foi aprovada pela Câmara, nesta quinta-feira (22), moção de apoio à intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O requerimento, apresentado pelo vereador Cezar Mossini (MDB), dividiu opiniões e gerou debate entre os parlamentares.

Segundo o texto, a intervenção tem o apoio do MDB de Canoas, uma vez que “a ação no Rio de Janeiro será como um laboratório para gestão de segurança, que terá seus pontos positivos possivelmente aproveitados nos demais estados do Brasil, assim como no Rio Grande do Sul”. A moção ainda aponta a segurança pública como uma das maiores preocupações dos governos, seja ele federal, estadual ou municipal. “Expressamos nosso apoio à intervenção na expectativa que ela restabeleça a ordem, promova a paz social e resgate o princípio da autoridade, elemento indispensável no exercício do poder de Polícia que há muito se perdeu no Estado do Rio de Janeiro”, finaliza.

Durante a votação, Mossini enfatizou que o documento é uma manifestação de apoio ao socorro prestado aos moradores do Rio. “A população não pode se sentir ameaçada ou acuada”, alegou. Representantes de diferentes bancadas também se manifestaram a respeito do assunto. O vereador Juares Hoy (PTB) ressaltou que a intervenção conta com o apoio da população, que vem sofrendo com as sucessivas administrações marcadas por denúncias de corrupção. Para ele, a ação alcançará amplo sucesso e deverá ser ampliada a outros estados. O vereador Sargento Santana, também do PTB, frisou que a má gestão política e a falta de investimentos, além da sensação de impunidade, levaram ao enfraquecimento da segurança no Rio.  

O vereador Marcus Vinícius Machado - Quinho (PDT) defendeu a importância de buscar alternativas, tendo em vista que ações de governos anteriores não resolveram o problema da criminalidade. "É preciso colocar a vida das pessoas em primeiro lugar", frisou. Os vereadores Canhoto (SD) e José Carlos Patricio (PSD) também manifestaram apoio à moção. Patricio afirmou que o debate deve priorizar, acima de tudo, as pessoas que estão morrendo, entre elas muitas crianças. Aloisio Bamberg (PCdoB) avaliou a intervenção como uma medida necessária, diante da situação em que vive os habitantes do Rio. Cris Moraes (PV) acrescentou que a solução do problema não passa apenas pela intervenção federal, dependendo principalmente de investimentos do poder público.

O requerimento recebeu os votos contrários da bancada do PT, formada pelos vereadores Emilio Neto, Ivo Fiorotti, Maria Eunice e Paulinho de Odé. Em seus pronunciamentos, os parlamentares defenderam o investimento em educação e o aparelhamento das polícias como medidas mais eficazes para combater os problemas da segurança. Na avaliação de Emilio Neto, líder da bancada, não há como combater o crime com violência. Ele afirmou que o Exército não foi treinado para combater o crime organizado. "O problema será agravado", declarou. A necessidade de respeitar as especificidades de cada instituição foi levantada também por Ivo Fiorotti, que questionou o preparo do Exército para enfrentar a violência instalada no Rio. Ao justificar seu voto, Paulinho de Odé alegou que está sendo criado um ambiente de caos com o intuito de proporcionar o surgimento de heróis. "O governo deveria investir em educação e estruturar as polícias", argumentou.

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