Em função das reclamações de usuários envolvendo o valor das contas de luz e dos problemas referentes à prestação do serviço da concessionária de energia elétrica no município, a Câmara promoveu, nesta quinta-feira (16/2), Grande Expediente sobre o tema. A convite do presidente da Casa, vereador Juares Hoy (PTB), o gestor de Atendimento ao Poder Público da RGE Sul, Thiago Pedroso de Oliveira, compareceu à sessão para prestar esclarecimentos.

Os problemas relacionados à qualidade do serviço prestado pela AES Sul e as dificuldades de relacionamento dos usuários com a empresa foram relatados pelos vereadores, que questionaram quais as ações previstas pela nova empresa que assume a concessão para melhorar o atendimento em Canoas. Em outubro do ano passado, o Grupo CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, concluiu a compra da distribuidora gaúcha AES Sul, do grupo americano The AES Corp, assumindo a operação da concessionária, que passou a se chamar RGE Sul.

O presidente da Câmara entregou ao gestor da RGE Sul um levantamento de todas as indicações apresentadas pelos parlamentares nos últimos dois anos, um total de 146. "Menos de 10% foram respondidas pela AES Sul", criticou Juares. Também foram entregues as 23 indicações encaminhadas desde o início de 2017. Os pedidos tratam principalmente da necessidade de trocas de postes de madeira com risco de queda na cidade.

Segundo o gestor de Atendimento ao Poder Público da RGE Sul, a nova sistemática de trabalho deverá resultar em maior rapidez nas respostas aos requerimentos encaminhados pelo Legislativo. Oliveira ressaltou que houve um investimento de R$ 80,3 milhões no município de Canoas nos últimos cinco anos. A ideia é ampliar o aporte de recursos para os próximos dois anos, chegando a R$ 41 milhões – R$ 21 milhões em 2017 e R$ 20 milhões em 2018.

Sobre o parque de postes, Oliveira destacou que dos cerca de 28.300 existentes, 19.090 são de concreto ou fibra e 9,2 mil de madeira. Em 2016, ocorreu a substituição de 1.325 postes de madeira e, para 2017, a intenção é que a troca alcance entre 1,5 mil e 1,7 mil, de acordo com os dados apresentados. Com isso, todos os postes de madeira seriam substituídos no prazo de quatro anos. O gestor ressaltou que os postes de madeira não chegam a ser um problema, apenas aqueles que apresentam danos na estrutura.

Sobre as reclamações em relação ao valor das contas de luz, Oliveira enfatizou que a troca da AES Sul pela RGE Sul não resultou em qualquer aumento e que o reajuste tarifário da concessionária ocorre apenas em 18 de abril. Ele salientou que todas as faturas analisadas pela empresa a pedido dos consumidores demonstraram que os valores mais altos estão associados ao aumento do consumo.

Outro problema relatado pelos vereadores diz respeito ao fechamento do escritório da AES Sul localizado na Boqueirão, após a abertura de uma central de atendimento no Conjunto Comercial. Segundo os parlamentares, a situação criou problemas para parte da população que tem dificuldades para acessar o Centro. O assunto ficou de ser levado pelo gestor para análise da empresa. O Grande Expediente também contou com a presença do assistente comercial da RGE Sul, Cássio Lima.  

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